terça-feira, 3 de março de 2009

Arrependimento e restituição

Entrámos na Quaresma, o tempo favorável para a conversão. É também o tempo de pedir perdão e dar novo rumo à vida , se ela não se pauta pelo amor a Deus e aos irmãos.
Para obter o perdão, não chega arrepender-se e pedir perdão a Deus. Os pecados graves exigem a confissão e a restituição, dentro do possível.
Há pecados em que não é fácil fazer a restituição, mas outros há em que isso é possível. O roubo é um dos pecados em que a pessoa não pode ficar pelo arrependimento, tem de fazer a restituição dentro do possível.
Deixo aqui um testemunho de alguém que compreendeu isto mesmo e que a comunicação social deu a conhecer há pouco tempo.
«O dono de uma loja de comida indiana de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, recebeu uma carta de desculpas e 100 libras de um ladrão que roubou esse estabelecimento em 2001.
O dono do estabelecimento, Imran Ahmed, de 27 anos, não conseguiu acreditar quando leu a surpreendente carta, informa a BBC.
O texto do arrependido ladrão começa com as seguintes palavras:
"
Queridos senhores, escrevo esta carta para consertar algo que fiz no passado".
O ex-ladrão lembra que roubou 400 cigarros da loja e ressalta que envia 100 libras como indemnização por esse crime.
Naquela época confessa –, consumia muitas drogas e a minha vida era uma confusão. Agora, não uso mais drogas e esforço-me para levar uma vida decente e honesta’».
A notícia não diz, mas é de crer que foi a fé em Deus que o levou a emendar-se e a fazer a restituição.

7 comentários:

Joaquim Costa disse...

Será que um ateu é capaz de arrependimento e restituição?

Anónimo disse...

Os ateus são como os outros: têm uma consciência moral que lhes diz que devem ou não devem comportar-se desta ou daquela maneira.
Para eles interessa apenas a sua consciência do que é bem ou mal.

joaquim disse...

Caro Padre amigo

E a restituição faz parte do imprescindivel propósito de emenda, sem o qual a Confissão não atinge a sua plenitude de graça, não é verdade?

Abraço amigo em Cristo

Ver para crer disse...

Para o perdão dos pecados graves há que ter arrependimento ou dor de ter feito o mal; confessá-los a um sacerdote, se isso for possível; fazer um propósito de emenda; e reparar, tanto quanto possível, o mal feito.
É o que a Igreja chama SATISFAÇÃO.

Diz o Catecismo da Igreja Católica:
«Muitos pecados prejudicam o próximo. É preciso fazer o possível para reparar esse mal (por exemplo restituir as coisas roubadas, restabelecer a reputação daquele que foi caluniado ressarcir as ofensas e injúrias). A simples justiça exige isso. Mas, além disso, o pecado fere e enfraquece o próprio pecador, como também suas relações com Deus e com o próxima. A absolvição tira o pecado, mas não remedeia todas as desordens que ele causou. Liberto do pecado, o pecador deve ainda recobrar a plena saúde espiritual. Deve, portanto, faz alguma coisa a mais para reparar seus pecados: deve "satisfazer" de modo apropriado ou "expiar" seus pecados. Esta satisfação chama-se também "penitência".»

Anónimo disse...

Será que Deus não nos perdoa logo que nos arrependemos?
Para quê tudo isso de que falas?!
Não é Deus que nos salva?

Dani disse...

Puxa que linda atitude!

adelino disse...

gostei