Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

O bem mais precioso


O testemunho desta semana chega-nos através da internet, pela mão de Maria do Rosário Gomes. Em correio electrónico, esta senhora conta-nos pormenorizadamente o que se passou com ela. Segue o resumo do que me pareceu mais importante:

Há cerca de 6 anos, casou com um rapaz, depois de um namoro "pouco demorado", dado que "o amor a isso os obrigava" e os pais de um lado e doutro achavam bem.

Meio a sério meio a brincar, pôs porém uma condição: "Se não der certo, posso escolher o bem que julgue mais precioso da casa".

O namorado concordou e disse que faria ele também o mesmo, dando no entanto prioridade à mulher. Houve festa rija e os primeiros tempos foram "lindos". De vez em quando um amuo, um ralho. Mas sempre se ouviu dizer que casa não ralhada não é governada.

O pior foi quando se deram conta de que iria ser difícil terem filhos. Veio o nervosismo, as corridas para os médicos, o gasto exagerado de dinheiro. A vida em casal começou a ter problemas fortes.

A Rosário reconhece que se excedeu: os nervos sempre à flor da pele, os ciúmes, as palavras azedas; e o meu marido fartou-se. E às vezes dizia coisas que me feriam.

"Reconheci que o nosso casamento estava estragado. Por isso disse ao meu marido que era melhor acabar com tudo. Vendíamos o apartamento, fazíamos a divisão das coisas e cada um ia tratar da sua vida."

"Acabava eu de dizer isto quando o meu homem me abraçou e me confidenciou:

– Lembras-te do que foi combinado entre nós? Pois eu escolho o bem mais importante da casa. E esse bem és tu!... És minha e não me separarei de ti! A não ser que tu não queiras mesmo viver comigo...

"Chorei toda a noite! Fizemos as pazes e conseguimos juntos ultrapassar os problemas. Não temos filhos, mas sabemos que temos o maior bem – o AMOR".

Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Testamento de Martín Vigil


O boletim “Bellavista” dos antigos Jesuítas de Vigo deu a conhecer o emocionante Testamento do espanhol José Luis Martín Vigil, que abandonou, há muitos anos, a Companhia de Jesus e se tornou num famoso escritor. Eis o seu teor:
«Bom, por fim morro cristão como comecei. Creio em Deus. Amo a Deus. Espero em Deus. Não perseverei na Companhia de Jesus mas não deixei de a amar e estar-lhe agradecido. Não conheço o ódio, não preciso de perdoar a ninguém. Mas sim que me perdoem quantos se sintam credores meus com razão, que serão mais dos que conservo na memória.
Amei ao próximo. Não tanto como a mim mesmo, se bem que tentei isso muitas vezes. Não farei um discurso sobre a minha passagem pela vida. Quanto há para saber de mim o sabe Deus. Quanto aos meus restos mortais, só desejo a cremação e consequente devolução das cinzas à terra, na forma mais simples e menos molesta e onerosa. Deixai-vos pois de flores, memórias ou similares. Tudo isso é lixo; só desejo orações.
Deste mundo só levo o meu traje: a minha alma. Consignado tudo o resto, agradecido a todos, desejo causar o mínimo de incómodo. Deus vos pague.»

Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011

Deus Existe. Eu Encontrei-o (2)


André Frossard resumiu tudo o que lhe aconteceu na referida igreja, numa frase: «Percebi que existe uma ordem no universo e que existe Alguém no qual nos movemos e existimos e que é Deus, a quem os cristãos chamam Pai».
E o jornalista e escritor conta que muitos dos seus amigos procuraram desmistificar a sua conversão. Uns achavam que era fruto de algum desgosto ou de uma conversa ou leitura de livro religioso ou mesmo de questões filosóficas que o teriam assaltado. Mas não, reponde André Frossard, até entrar naquela igreja nunca havia posto o problema de Deus.
Outros achavam que ele, a partir da sua conversão, havia perdido o seu livre-arbítio.
«Quanto ao meu livre-arbítrio – responde Frossard – só dispus realmente dele depois da minha conversão, quando compreendi que Deus podia salvar-nos de todas as sujeições a que ficaríamos inexoravelmente acorrentados sem Ele».«Eu, que até aí detestava os padres, busquei um para me preparar para o Baptismo. Recebi com alegria os seus ensinamentos. Uma coisa me surpreendeu: a Eucaristia. Parecia-me incrível que Cristo, para ficar connosco, tivesse escolhido o pão, que é o alimento dos pobres. Descobri também que existe um outro mundo, onde acontecerá a ressurreição dos mortos. Nesse mundo que há-de vir, seremos saciados da nossa sede e fome de vida em abundância e de felicidade para sempre».
«Antes da minha conversão, detestava a Igreja Católica. O que eu lia dava-me dela uma imagem muito feia. Falavam do pecado dos seus membros, mas não contavam tudo o que nela existe de belo. Nunca me falavam dos seus santos, como Francisco de Assis, que tanto admiro».
«O Deus que eu encontrei é uma família de três pessoas. E a segunda, Jesus Cristo, viveu neste mundo, foi morto e ressuscitou».
«Quando entro numa igreja deserta, recordo-me desse dia em que, por dom de Deus, se fez luz na minha vida. Saio com mais entusiasmo para, como jornalista e escritor, dar testemunho da minha fé e da minha esperança».
André Frossard nasceu em 1915 e faleceu em 1995. Foi jornalista em vários periódicos, escritor de diversos livros e membro da Academia de Letras de França. Para além disso foi um resistente da ocupação francesa pelos nazis. E em toda a sua vida, a partir da sua conversão, deu testemunho do seu amor a Deus e à Igreja.

Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

Deus Existe. Eu Encontrei-o (1)


André Frossard é um dos muitos convertidos à fé cristã. Ele próprio conta a sua história num livro intitulado "Deus Existe. Eu Encontrei-o." Este livro deu a volta ao mundo inteiro e suscitou entusiasmo e desprezo. Como sempre! Há quem veja e há quem não queira ver; há quem ouça e há quem não queira ouvir.
André Frossard era o filho do primeiro secretário do Partido Comunista Francês: a sua família era ateia e afastada de toda a problemática religiosa. Ele observa com fina ironia: «Na nossa casa, nem por distracção se aflorava o assunto "religião". Éramos ateus perfeitos, daqueles que nunca se interrogam sobre o seu ateísmo.»
No entanto, aos vinte anos de idade, André Frossard tem um extraordinário e inefável encontro com Deus. Ele começa assim o relato memorável desse encontro:
«Agora, acontece que, por um acaso extraordinário, conheci a verdade sobre a mais debatida das causas e sobre o mais antigo dos problemas: Deus existe. E eu encontrei-o!”
«Encontrei-o por combinação – antes deveria dizer: por acaso, se o acaso tivesse algo a ver com esta espécie de aventura. Encontrei-o com o assombro e aturdimento de quem, ao virar a esquina habitual da costumada rua de Paris, visse diante dos olhos, em vez da praça e do cruzamento de todos os dias, um mar inesperado que se estende até ao infinito, lambendo com as suas ondas as paredes das casas. Um momento de espanto que ainda dura. Nunca me habituei à existência de Deus.»
E prossegue assim o relato da sua experiência:
«Ás cinco e dez de uma tarde (era o dia 8 de Julho de 1935), entrei numa capela do bairro latino de Paris para procurar um amigo e saí às cinco e um quarto, com um amigo que não era deste mundo. Entrei céptico e ateu (…) e mais que céptico e ateu, entrei indiferente e tão preocupado com outras coisas do que com um Deus que eu nem sequer pensava em negar (…)»
«Em pé junto da porta, busquei com o olhar o meu amigo e não consegui reconhecê-lo (…)
O meu olhar passa da sombra à luz, retorna aos fiéis, sem ir atrás de nenhum pensamento, vai dos fiéis às religiosas imóveis, das religiosas ao altar e, depois, não sei porquê, detém-se na segunda vela que arde à esquerda da cruz».
Foi assim que Frossard recebeu uma luz, que o converteu completamente a Deus, como direi no próximo número.

Sábado, 3 de Dezembro de 2011

Veja e decida por si


Só somos livres, se de facto conhecermos o que é bem ou o que é mal.
Veja este filme e depois decida livremente.

Um louvor à honestidade


Reparei que ultimamente os jornais estão a dar notícia de pessoas que acharam determinadas quantias e as devolveram.
Dei-me ao trabalho de recolher algumas, que resumo:
Um motorista do Rio de Janeiro encontrou um pacote contendo 74.000 reais e não pensou duas vezes. Se o dinheiro não era seu, tinha de procurar o dono. E encontrou-o. Era dum senhor que tinha vendido o seu camião para custear a doença da filha.
Um outro encontrou 2.100 euros num saco de plástico, numa passadeira da rua Dr. Alberto Souto, em Aveiro, e foi entregá-lo.
O agente da PSP, chefe da divisão de trânsito, nem queria acreditar no que ouvia. É que no dia anterior havia recebido um telefonema de um amigo comum, a lamentar-se por ter perdido o dinheiro pouco depois de efectuar um levantamento no banco. A denúncia já tinha sido apresentada na PSP e por isso foi necessário cumprir todos os procedimentos para fazer a entrega do dinheiro. Os três amigos, que se juntam todos os domingos para passear de bicicleta, marcaram um encontro e o dinheiro foi entregue ao legítimo proprietário.
Por outro lado, uma espanhola decidiu devolver uma carteira encontrada no chão da rua, que estava carregada de dinheiro: no total de 17 mil euros.
O caso ocorreu em Granada e aquele dinheiro até dava jeito àquela mulher, chamada Maria,
que recebe uma pensão de 800 euros, tem três filhos em casa e uma neta a caminho. Mas o dinheiro não era dela e, por isso, decidiu devolver a carteira ao proprietário com os 17 mil euros.
Como estes haverá muitos casos. Alguns são do meu conhecimento.
Ainda há muita gente honesta, felizmente!

Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011

Apóstola nas ruas de Manhattan


Recentemente, a CBN News entrevistou uma mulher de 84 anos que já há mais de 40 anos aproveita a grande movimentação das pessoas na Times Square de Nova Yorque para distribuir todo o género de material formativo para levar a Mensagem de Cristo às pessoas.
Aquela Praça americana é famosa pelas suas luzes brilhantes e espectáculos da Broadway. Mas sob o brilho intenso do néon, aquela TV encontrou Irma Moraes, que dedicou sua vida a encaminhar as pessoas para a verdadeira luz do mundo.
– Por que é que a senhora decidiu fazer isso? – perguntou a jornalista.
– Foi Deus que me mandou ir pelo mundo e levar o Evangelho a todas as pessoas, respondeu ela.Embora Irma Moraes esteja em Nova York desde 1964, ela nasceu no Brasil. Mas quando chegou a Nova Yorque viu que havia muita gente que não conhecia Jesus Cristo e decidiu anunciá-lo de todos os modos e feitios. O seu inglês continua a não ser muito fluente mas isso não a impede de falar com as pessoas e muitas até já vêm ter com ela para lhe pedir orações ou esclarecer alguma dúvida.
As pessoas habituaram-se àquela senhora e, quando têm algum problema, desabafam com ela. Tanto jovens como adultos sentem-se atraídos pelos seus brilhantes olhos e seu espírito suave, e param para falar com ela.
– O mais difícil é o frio. Faz-me sentir congelada, então tenho que ir para casa", responde ela à
repórter que lhe pergunta se aquele trabalho não é demasiado cansativo para a sua idade.
Ao escrever sobre esta senhora, penso nos colectores de "O Amigo do Povo". Também eles estão de algum modo a cumprir o mandato de Jesus, levando este jornalinho aos seus assinantes. E Deus não deixará de recompensar os seus trabalhos e canseiras.
"Evangelizar não é para mim motivo de glória. É uma obrigação. Ai de mim se não evangelizar", escreveu S. Paulo na Carta aos Colossenses.

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011

Não há mal que sempre dure...


Hoje há muita gente que vive desanimada. As causas são muitas e variadas: desemprego; falta de dinheiro; dificuldade de educar os filhos; doenças; mortes, etc.. E as notícias que se vão ouvindo são quase todas negativas e não ajudam nada. Daí que é importante levar esperança a esta gente.Diz o povo que "não há mal que sempre dure nem bem que não acabe". O exemplo que trago hoje aos meus leitores é elucidativo dessa verdade.
Muito sofreram os cristãos de Cuba a partir do momento que Fidel Castro tomou o poder em 1959. Foram fechadas muitas igrejas, bispos, padres e leigos acusados de serem contra-revolucionários foram presos e mortos. Os actos de culto passaram a ser quase clandestinos. Mas hoje pode-se dizer que há liberdade religiosa.
A celebração dos 400 anos da aparição da imagem da Senhora da Caridade de Cobre, padroeira de Cuba desde 1916, está a mobilizar imensas pessoas. No dia 6 deste mês foi recebida em Havana com todas as honras e muito fervor e agora prepara-se para visitar escolas, universidades, hospitais e muitos outros lugares públicos numa manifestação de fé que se julgava impossível.
A imagem da Padroeira cruzará a baía de Havana de lancha para visitar o bairro de Regla, baluarte das crenças de origem africana.
As procissões religiosas, proibidas em Cuba a partir da Revolução, foram restabelecidas por ocasião da visita do Papa João Paulo II em 1998, quando o então presidente Fidel Castro e a hierarquia católica começaram uma fase de aproximação.
A imagem de Maria foi encontrada em 1612, na baía de Nipe, boiando na água sobre uma tábua, na qual estava escrito: "Eu sou Nossa Senhora da Caridade". Foi levada às minas de Cobre, onde os povoados a receberam com profunda alegria e veneração.Espera-se que a celebração do quarto centenário da sua aparição motive muita gente a aderir à prática religiosa, que foi esmorecendo com o comunismo implantado por Fidel e seus correligionários.

Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

Uma questão de verdade


Ao defender-se das críticas de que foi alvo por parte da Pastoral da Cultura da Igreja portuguesa, José Rodrigues dos Santos escreveu: “A Igreja está com medo de quê? Que os seus fiéis descubram a verdade sobre Jesus e a Bíblia?
Mas faz algum sentido imaginar uma fé que se baseie em mitos e em falsidades? A verdadeira fé só se pode basear na verdade e a Igreja não deve temer a verdade”.
José Rodrigues dos Santos escreveu um romance e a venda dos seus livros anteriores prova que tem muitos leitores. Na ficção pode inventar o que quiser desde que não calunie pessoas ou instituições realmente existentes. Esta liberdade de expressão ninguém lha pode tirar. É um direito natural e constitucional. O problema está em vir depois dizer que o que escreveu é a pura verdade histórica, como se fosse alguém que estudou com profundidade esses assuntos.
Dan Brown, ao ser criticado por especialistas por apresentar muitos erros históricos no seu livro “O Código Da Vinci”, dizia que ninguém tinha nada com isso pois era um romance. Mas depois ia para os meios de comunicação social dizer que tudo o que escreveu tinha consistência histórica.
O autor de “O último Segredo” segue o mesmo caminho. É uma técnica de venda que temos todos o direito e o dever de criticar, pois a mentira não é um direito de ninguém.
Pelo que lhe ouvi, os grandes erros da Bíblia (ou da Igreja?!) são que Jesus não nasceu em Belém, Maria não era virgem e até tinha outros filhos, Jesus não era cristão mas era judeu, era casado, etc.. Tudo coisas secundárias que não devem perturbar o essencial da fé de nenhum cristão.
Entretanto penso que a Igreja não só tem o direito como o dever de desmascarar estas teorias pois elas não passam disso e vão contra o que sempre desde o princípio a Igreja (e a Bíblia) ensinaram. E podem mesmo ser pedra de tropeço para os menos preparados.
E estas alegações devem motivar-nos a todos a conhecer melhor a verdade histórica. Foi o que procurou fazer a Universidade de Navarra num documento elaborado para dar resposta a várias questões que têm sido levantadas por romancistas e não só. É um documento fácil de consultar e podem chegar a ele através do seguinte blog: http://socristo.blogs.sapo.pt/3297.html.

Terça-feira, 8 de Novembro de 2011

Perseguição religiosa


A cantora cristã Helen Berhane, de Mai Serwa, na Eritreia foi presa por dois anos num contentor de metal depois de ser espancada porque não quis assinar um documento negando sua fé em Jesus Cristo.
Helen sempre foi activa e preocupada com o desenvolvimento do seu país e acreditava que pudesse ter liberdade religiosa garantida pela nova Constituição da Eritreia, que se tornou oficialmente independente em 1993.
Ela ficou confinada desumanamente dentro de um contentor no deserto, onde a temperatura é sufocante durante o dia e extremamente fria à noite, mas Helen continuou firme e activa nas suas convicções pessoais, o que lhe rendeu várias agressões, até que a pior delas a levou para o hospital depois de ser considerada morta pelos guardas.
No seu livro “Canção da Liberdade” publicado neste mês de outubro, a cantora diz que conseguiu embarcar para o Sudão, de maneira milagrosa, já que não havia condições físicas de tentar escapar pela fronteira por causa dos ferimentos da perna causados pelas torturas físicas que teve.
Acredita-se que aproximadamente 3 mil prisioneiros ainda estejam nessas condições e que cerca de 2 mil deles sejam cristãos.

Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

Um grande exemplo de superação


Conhece alguém que tenha nascido sem pernas e sem braços? Não?! Pois eu também não conhecia até há poucos dias. Mas no mês passado li uma notícia de alguém assim que ia dar o seu testemunho a jovens brasileiros e isso chamou-me a atenção. Como a notícia trazia o nome desse rapaz, investiguei na internet. E deparei-me com o que nunca imaginei existir.
E foi fácil ficar a conhecê-lo, pois a net tinha fotos, vídeos e toda a informação necessária.
Nick Vujicic nasceu em Melbourne - Austrália, a 4 de dezembro de 1982. E podemos imaginar o espanto de seus pais quando viram o seu primeiro filho a nascer sem braços nem pernas. Mas mesmo assim conseguiram superar a angústia e ajudar o seu filho a crescer. E não foi fácil nem para eles nem para o filho ser uma criança diferente das outras.
Nick conta que sofreu muito em criança e só superou as dificuldades porque os pais lhe transmitiram uma grande fé em Deus. Ao princípio pedia-Lhe que lhe desse braços e pernas para ser como os outros, mas depressa se convenceu que o importante era que Deus lhe desse forças e capacidade para superar a falta dos membros.
E foi o que aconteceu: aprendeu a usar um pequeno e mal engendrado membro que tem no lugar da perna esquerda que lhe permite saltar, andar, agarrar e até escrever no teclado do computador. A boca, os dentes, o queixo e os ombros servem-lhe de mãos.
Aos 21 anos terminou um curso universitário com um duplo diploma em Contabilidade e Planeamento Financeiro. Já desde os 17 anos que dava o testemunho da sua superação a outros jovens. Agora com um curso superior é muitas vezes requisitado para falar a grupos de pessoas de todas as idades. E comunica a sua alegria de viver e a sua fé em Deus. Crianças, jovens e adultos ficam pasmados com as suas capacidades: toca música, canta, nada, brinca com a bola, sobe e desce escadas. E, sobretudo, transmite uma mensagem de fé e esperança que faz com que muita gente não seja capaz de conter as lágrimas.
O seu testemunho de vida faz bem a toda a gente. Mas sobretudo quem vive amargurado ou deprimido não deixe de ver os seus vídeos. Encontra-os com facilidade no Yotube. Basta abrir www.youtube.com e procurar por Nick Vujicic.

Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

Presidente da Câmara e organista na igreja


Este testemunho colhi-o no jornal "Notícias de Beja". E é um belo exemplo para os nossos políticos cristãos e não só. Por isso aqui fica.
Manuel da Luz é presidente da Câmara de Portimão mas já antes era organista e responsável pelo coro da paróquia do Alvor, serviço paroquial que não deixou de desempenhar quando passou a ser autarca, primeiro como vereador e, desde 1999, como presidente.
A colaboração de Manuel da Luz, natural e residente naquela freguesia do concelho de Portimão, é mesmo anterior à vinda do padre Manuel Leitão Marques para a paróquia, já lá vão 32 anos.
O autarca frequentou a catequese paroquial de Alvor e manteve sempre a ligação à comunidade.
"Como gosto de música, sempre colaborei com a animação litúrgica", explica com naturalidade, reconhecendo ter uma "relação afetiva com a paróquia e com as pessoas". "É uma colaboração efetiva e afetiva", acrescenta o presidente da Câmara que diz desempenhar aquela tarefa "por uma questão de convicção" e de "serviço à comunidade" porque "a celebração fica mais animada e mais viva e mobiliza mais as pessoas".
Manuel da Luz, que chegou a ser seminarista no Seminário de Faro na década de 50, durante cinco anos, e no Seminário dos Olivais, em Lisboa, considera mesmo ser "fácil" conciliar as solicitações da presidência da Câmara de Portimão com as funções de organista e responsável do coro da paróquia de Alvor. "Até ajuda", testemunha o autarca, justificando que a motivação prende-se com o facto de acreditar que a "Eucaristia faz parte da vivência cristã".
O pároco de Alvor destaca a colaboração assídua do presidente da Câmara na orientação dos ensaios e do coro, assim como a da sua mulher que também é salmista e membro do coro paroquial, e considera a mesma "um testemunho".
"Mostra que é um cristão consciente", regozija-se o padre Leitão Marques, destacando que o autarca "continuou a ser, como presidente da Câmara, o que era antes, como professor".

Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011

A missão não tem idade




Aqui há dias veio ter comigo a Ivone (nome fictício). Queria saber o que fazer para ser voluntária durante as férias num país do Terceiro Mundo. Disse-lhe que era bom que acabasse o curso superior que anda a tirar e, entretanto, podia fazer voluntariado cá no país. Depois, se ainda tivesse interesse em ir ajudar povos de outros países, seria fácil encontrar um serviço coordenador de voluntários que a aceitasse. É que ir para outro país exige uma preparação adequada e naturalmente longa, e, assim, ir dois ou três meses não adianta.
Mas este caso vem lembrar que a nossa juventude é generosa e que há muito boa gente que passa as férias a ajudar em serviços de voluntariado.
Mas não é preciso ser jovem para se integrar no voluntariado. Mesmo para partir para as Missões.
Li há tempos na "Família Comboniana" que um casal de professores reformados em Portugal, partiu para terras moçambicanas, para se dedicar ao ensino. É a segunda vez que eles partem, pois já estiveram uma primeira vez no Norte do país, na cidade de Nampula.
Regressaram agora para o Centro de Moçambique, que tem uma cultura muito diferente da do Norte e para uma missão aonde não se chega facilmente. É preciso tomar um "táxi do mar" e mesmo assim parte do percurso é feito a pé, com água acima do joelho.
Mas porque é que vieram para esta missão com aquela idade?! A resposta veio com um sorriso e umas palavras singelas: "A missão não tem idade, o que é preciso é confiar no Senhor quando se parte. Nós estamos felizes por estarmos aqui, mesmo sendo difícil comunicar com a cidade, mas a vida é assim. Estamos convencidos de que, nesta missão-escola, vamos construindo o futuro deste país. Quem educa uma criança está ensinando um povo. É isso que nos dá felicidade, apesar de todas as dificuldades."
Seria fácil àquele casal dizer que já trabalharam muito, que já estão cansados. Que era agora tempo de gozarem o resto das suas vidas. E até tinham razão! Mas centenas de pessoas ficariam à sua espera, sem ninguém que as ensinasse.
Graças a Deus que há gente que deixa o conforto da sua casa e do seu país e vai ajudar quem mais precisa!

Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

Um mártir da fé à maneira antiga


O julgamento de Yousef Nadarkhani fez-me lembrar as numerosas “Actas de Mártires” que chegaram até nós e nos contam os julgamentos sumários de cristãos de todas as idades e condições no Império Romano, no tempo das perseguições.
O tribunal da província de Gilan, no Irão, determinou que Nadarkhani devia renegar a sua fé em Jesus Cristo, pois ele vem de uma família de ascendência islâmica. O SupremoTribunal do Irão disse anteriormente que não deveriam determinar se o pastor Yousef tinha sido muçulmano ou não em sua conversão.
No entanto, os juízes exigiram que ele se retratasse da sua fé em Cristo antes mesmo de terem provas contra ele. Os juízes afirmaram que, embora o julgamento vá contra as actuais leis iranianas e internacionais, eles precisam manter a decisão do Tribunal Supremo em Qom.
Quando lhe pediram para que se “arrependesse” diante dos juízes, Yousef disse:
“Arrependimento significa voltar. Eu devo voltar para o quê? Para a blasfémia que vivia antes de conhecer a Cristo?”
E os juízes responderam-lhe:
“Deves voltar para a religião dos teus antepassados, deves voltar para o Islão”.
Yousef ouviu e respondeu: “ Isso era atraiçoar Jesus Cristo. Eu não posso fazer isso!”
No julgamento que aconteceu no passadop dia 28 de Setembro, Yousef Nadarkhani voltou a afirmar a sua fé em Jesus Cristo e de acordo com a Sharia [lei islâmica] foi condenado pelo crime de apostasia (abandonar o islamismo) e sentenciado à morte por enforcamento.
Este Cristão tem mulher e filhos mas põe a sua Fé acima de tudo. Ele sabe que os inimigos de Cristo podem levar até ao fim o seu ódio contra ele. Mas prefere morrer a atraiçoar o seu Deus.
Que belo exemplo para nós que nos dizemos cristãos mas renegamos a nossa fé na primeira ocasião em que ela nos traga contrariedades!