sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Bom Ano Novo



É o que desejo a todos os que virem este blog.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Resposta a uma campanha espanhola


Campanha contra a Sida.

Veja:


sábado, 27 de novembro de 2010

À espera do Salvador


Nos tempos que correm alguns leitores podem ver neste título um apelo a que apareça quem nos salve desta crise. Mas não é disso que se trata. Cristo prometeu que havia de vir de novo para nos salvar e é essa espera que a Igreja celebra todos os anos nas quatro semanas antes do Natal.
A Igreja chama a esse tempo Advento e durante ele devemo-nos preparar para prestar contas a Deus após a nossa morte e para celebrar bem o Natal de Jesus. Sim, porque queremos que Jesus venha ao nosso mundo. Que Ele nasça na nossa vida e na vida dos nossos contemporâneos.
«Mais que o vigia pela aurora, mais que a terra pelo sol nascente, mais que a flor pelo orvalho, nós o esperamos» – escreve o salmista.
Nos tempos antigos foi esperado por Israel, o Povo eleito. Espera ansiosa porque Deus o prometera a Abraão, aos Patriarcas, a Moisés, a David, aos Profetas. Nos momentos de alegria, Israel esperou; e esperou também nos momentos de trevas e de dor! É esta espera comovente, insistente, teimosa, que a Igreja celebra e revive no Advento!
Mas o Salvador que Deus nos enviou foi também esperado pelos pagãos, por todos os povos! É algo que nem sempre temos presente e, no entanto, é um aspecto importante do Advento: os pagãos desejaram o Salvador! Como pode ser isso? É verdade: eles não conheciam as promessas de Deus; eles não conheciam o Deus verdadeiro; eles não sabiam nada a respeito do Messias... Mas eles tinham e têm ainda no coração um desejo louco de paz, uma sede insaciável de verdade, de vida, de amor... sede que Deus mesmo colocou nos seus corações para que sem saberem, às apalpadelas, buscassem Aquele único que pode dar repouso ao coração humano. É isso que Mateus quer dizer quando nos conta a visita dos magos: eles vêm de longe, seguindo a estrela do Menino, eles esperavam e agora o procuram: "Vimos a sua estrela e viemos adorá-lo!" (Mt 2,2)! Esses Magos representam os pagãos todos, todos os povos, todos os homens e mulheres de boa vontade que, seguindo sua consciência, sem saber, procuram o Salvador. Pensemos em tantos sábios das várias culturas: Buda, Confúcio, Maomé e tantos, tantos outros, tão numerosos que somente Deus pode contá-los... Todos esperaram Aquele que é a verdade, a luz que ilumina todo homem que vem a este mundo! E hoje continua a haver muita gente de todas as raças e culturas que O espera. Que Ele venha para todos!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Irmãs Adoradoras ajudam prostitutas


A fundadora das Irmãs Adoradoras do Santíssimo Sacramento foi Micaela de Castillo, oriunda da alta sociedade madrilena do início do século XIX. Tendo descoberto os problemas sociais que vitimavam as mulheres, depois de um encontro casual com uma jovem no Hospital de São João de Deus, em Madrid, acabou por descobrir o rosto de Jesus que sofre nessas mulheres e que continua, na Eucaristia, a dar a vida por elas. Micaela, canonizada há mais de 70 anos, abriu, em 1845, a primeira casa para acolher jovens mulheres caídas na prostiuição que pretendessem enveredar por um projecto de vida diferente. Com a consolidação da obra, surgem, em 1856, as Irmãs Adoradoras.
Em Portugal, como noutros países, a Congregação das Irmãs Adoradoras conta com várias casas de acolhimento de prostitutas, mães solteiras, toxicodependentes, adolescentes em risco, mulheres vítimas de maus-tratos e de tráfico de seres humanos. Em Coimbra, já tiveram a Casa de Nossa Senhora da Paz com esta mesma finalidade, mas actualmente dedicam-se exclusivamente às vítimas da prostituição com o projecto ERGUE-TE. Para poder levar a cabo esta resposta social, contam com 2 técnicos contratados e mais 10 pessoas que prestam um serviço voluntário. População alvo da Equipa de Intervenção Social ERGUE-TE: Mulheres que se prostituem e seus agregados familiares.
Actividades:
Facilitar o encontro com a mulher no seu contexto prostitucional e familiar, com o objectivo de lhe oferecer informação, apoio e alternativas à sua situação;
Para isso a Equipa desenvolve duas grandes acções, distintas mas complementares: na Sede da Equipa/Gabinete de Atendimento e em Giros no exterior, efectuados com recurso a uma Unidade Móvel adaptada para o efeito. O gabinete de atendimento funciona diariamente e proporciona acompanhamento social, psicológico, aconselhamento jurídico, encaminhamento para o Serviço Nacional de Saúde, fornecimento de material de informação e prevenção de IST's, orientação para formação e inserção laboral, entre outros. Os giros no exterior são diários e realizam-se nas ruas da cidade de Coimbra, estradas dos concelhos do distrito, bares, pensões e apartamentos, conotados com a prática da prostituição.
A Equipa de Intervenção Social ERGUE-TE tem celebrado um acordo de Cooperação com o Centro Distrital da Segurança Social de Coimbra, que financia 80% da resposta social. Assim, carece de uma percentagem (20%) de financiamento que é conseguida através de donativos (NIB: 0035 0255 0023 9155 5300 8). Contactos Sede da Equipa/Gabinete de Atendimento: Avenida Fernão de Magalhães, n.º 136, 3º-Z (Edifício Azul), 3000-171 Coimbra, Portugal Tel: 239 820 090 Fax: 239 821 202 Telem: 917 099 202 ou 927 108 274. E-mail: equipa.erguete@gmail.com.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Acompanhando os ex-leprosos


Desde pequeno ouvi falar nas Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo que tinham por missão servir e acompanhar os doentes de lepra no Hospital Rovisco Pais da Tocha. Nascida como Comunidade de serviço aos pobres em 29 de Novembro de 1633, pela mão de São Vicente Paulo e de Santa Luísa de Marillac, esta Instituição religiosa foi chamada a tratar os portadores daquela horrível doença no referido Hospital desde a sua construção. Foram elas que lavaram e limparam tudo para a sua inauguração em Setembro de 1947. Estão lá desde 3 de Maio de 1947.
Actualmente os leprosos são tratados em hospitais comuns, mas alguns dos antigos doentes que por lá foram ficando, por não terem para onde ir, continuam a ser acompanhados por três Irmãs Filhas da caridade. Actualmente são 19 pessoas de ambos os sexos que lá continuam a viver.
Esta Congregação Religiosa continua assim a “estar” com estas pessoas sem família e a dar-lhes apoio.
Como todos sabemos, a lepra foi um flagelo que afligiu os povos desde tempos imemoriais. Em 1930, o Governo nomeia uma comissão para estudar os assuntos relacionados com esta doença. Analisado o relatório da dita Comissão, torna-se evidente que é preciso acudir a esse flagelo. E um dos que o tomou em mãos foi o Dr. Bissaia Barreto.
Em 1940, começa a construção da que foi a maior obra assistencial do País e, em Setembro de 1947, é inaugurado o Hospital Rovisco Pais. Em 1951 atinge o auge com 901 doentes.
Foi o Professor Bissaya Barreto que pediu à Provincial de então, Irmã Maria de Lurdes Sousa Prego, Irmãs para tratarem estes doentes atingidos duramente pela Lepra. Chegaram a trabalhar, neste hospital, simultaneamente, 25 Irmãs porque elas tinham que assegurar o cuidado de todos os doentes.
Também ali abriu uma creche e um preventório, para filhos dos doentes, que ficou também ao cuidado das Irmãs. Desde 1947 a 2005 trabalharam neste Hospital 122 Irmãs.
E na década de 90, o Hospital Rovisco Pais foi reconvertido em Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro.
Como já dissemos, hoje ainda ali permanecem três Irmãs fazendo companhia aos doentes, que, após a sua doença, não encontraram lugar nas suas famílias. Com eles trabalham, com eles rezam, com eles sofrem, com eles vão às consultas, quando é necessário, com eles sonham com um mundo mais humano e fraterno.
Este “Testemunho” pretende ser também uma homenagem a todas as Irmãs que aqui testemunharam a Caridade.
Contacto:
Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo
Hospital Rovisco Pais 3060-908 Tocha

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Obra do Padre Serra


Hoje vou falar do Padre Francisco Proença Serra e da sua Obra em favor de crianças e jovens órfãos. O padre Serra é um sacerdote salesiano, nascido na Covilhã como a Irmã Teresa Granado e no mesmo ano que ela – 1929.
Foi a partir do cargo de Director da Instituição Geral de Menores de Bragança que este sacerdote tomou contacto com a problemática social dos menores órfãos e abandonados. Com a sua vinda para Coimbra, o Padre Serra apercebeu-se da verdadeira dimensão que esta problemática atingia na nossa cidade. Arrendou, por isso, um imóvel de características senhoriais (conhecido como Palácio dos Fidalgos da Corujeira), para albergar algumas crianças e jovens, ainda que não apresentasse as condições sócio-habitacionais adequadas. O Padre Serra conseguiu,no entanto, que se realizassem algumas restaurações no edifício, erguendo, a 4 de Novembro 1973, a primeira comunidade – o "Lar de S. Martinho"– também sede da Obra do Padre Serra, e que ali funcionou até 1993.
Toda a estrutura sócio-institucional foi transferida, posteriormente, para a Quinta do Chafariz (em Fala), propriedade adquirida para construção da nova Sede e do centro dinamizador de toda a sua Obra. Com vocação para acolhimento de crianças pobres, orfãs ou abandonadas, residem, actualmente, no "Lar de S. Martinho" 30 jovens dos 14 aos 18 anos.
O crescente e elevado número de utentes, levou-o à criação de duas novas comunidades: em 1990, surge o Lar "O Girassol", (Quinta do Monte Belo – Alcarraques - Trouxemil), onde residem actualmente 30 crianças dos 6 aos 12 anos.
O “Lar de S. António” foi criado em 1987, na Fontela – Vila Verde – Figueira da Foz, com o objectivo de constituir residência para a totalidade da população utente, no período de férias no Verão. No entanto, em 1991, esta residência tornou-se também num lar de acolhimento permanente, que se passou a chamar "Casa da Criança Santo António", onde hoje residem habitualmente 14 jovens dos 14 aos 18 anos.
O "Lar Flor do Liz" em Leiria abriu em 1995 mas encontra-se actualmente em obras.
Numa conversa com o Padre Serra, fiquei a saber que todas as ajudas são bem vindas, pois a crise também se faz sentir – e de que maneira! – nesta Obra. Aqui fica, pois, o apelo aos nossos leitores.
Contactos: Lar de Infância e Juventude de S. Martinho do Bispo
Quinta do Chafariz – Fala 3040-083 Coimbra Telefone: 239802250

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A Obra de Frei Gil

Casa da Praia de Mira


A Diocese de Coimbra foi chamada na Quaresma de 2009 a apoiar esta Obra e, por isso, ela já é conhecida pelo menos de nome por quase todos os meus leitores.
Com sede na Praia de Mira, esta Instituição foi fundada em 1942 por Frei Gil Alferes, Frade Dominicano, natural do concelho de Oliveira do Bairro, que fez alguns anos de estudo no Seminário de Coimbra.
Ainda conheci este Padre, que dedicou o melhor da sua vida aos rapazes sem família que os acolhesse.
Na entrada da Casa erguida em Ramalde – Porto, está uma placa com algumas palavras repetidas por Frei Gil. Elas ajudam a entender melhor a sua dimensão humana, cristã e sacerdotal:
"Não matem as crianças, dêem-mas... Sempre viverei entre os pobres e entre os pobres quero morrer. Traba-lho para os outros. Não quero nem faço nada para mim ".
Já muito doente, respondeu um dia a Frei Bernardo quando este disse que lhe traria uma cama articulada, para o aliviar do seu sofrimento: " ...mas a cruz de Cristo não era articulada..."
A Obra deste Homem sobreviveu-lhe. Ele faleceu em 1979. A Diocese de Coimbra acarinhou-a como sua. E o Cónego Aníbal Castelhano é hoje o seu responsável em nome da Igreja Diocesana.
Vivem dias difíceis as instituições do género e esta não é excepção. Vivendo de subsídios estatais – que cobrem cerca de metade das despesas – e da generosidade das pessoas, sofrem a crise como os pobres, porque os donativos diminuem.
Estes “Testemunhos” também têm a finalidade de apelar à partilha com estas instituições. Actualmente estão a cargo da Diocese de Coimbra, a Casa da Praia de Mira, onde está a sede e a Casa de Ramalde – Porto, com 35 utentes cada, a Casa de Lobão – Santa Maria da Feira, com 30, e o Instituto de Promoção Social de Bustos, com Creche, Jardim de Infância e ATL.
A equipa de colaboradores da Instituição trabalha diariamente para o cumprimento rigoroso do projecto de vida de cada criança e jovem, tendo em vista a satisfação das suas necessidades físicas e anímicas, com a finalidade de atingir, no menor espaço de tempo possível, a sua reintegração na família biológica ou alargada, em família de acolhimento ou adoptante ou apoiar a sua inserção na vida activa, através da autonomização.
Contacto: Obra do Frei Gil - Apartado 39 - 3070-908 Praia de Mira
Telefone/Fax: 231471159/231472531
Email: obrafreigil@hotmail.com

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A paixão pelas crianças


Tem o mesmo nome da conhecida Teresa de Calcutá. Nasceu a 29 de Março de 1929, na Covilhã e desde cedo se começou a preocupar com as pessoas desfavorecidas. Habilitada com os cursos de assistente social, Teresa Granado foi convidada a dirigir o Instituto Superior de Serviço Social de Coimbra, há 47 anos, e a partir daí, desenvolveu um intenso trabalho em torno dos filhos de emigrantes.
Mais tarde, já lá vão 42 anos, criou a Comunidade Juvenil de S. Francisco de Assis de Coimbra, uma instituição de apoio às crianças carenciadas, que actualmente tem a seu cargo cerca de 70 crianças, entre os seis e os 18 anos, para além de outras que vivem, em casa alugada, com as suas mães (actualmente 10 mulheres) vítimas de violência doméstica. Tem Casa em Eiras (Coimbra) e em Vila Nova de Poiares. Para além da referida Casa em Coimbra para as vítimas de violência.
Apesar dos seus 81 anos, continua a ter uma actividade frenética. Toda a obra gira à volta desta mulher, que se vê sempre rodeada de crianças. Solteira por vocação, ela pôde ser a verdadeira mãe de mais de 700 pessoas que já passaram pela sua Casa. Muitas já constituíram as suas famílias e hoje vêm mostrar aos seus filhos a Casa onde cresceram e se fizeram homens ou mulheres.
Ela é uma mulher especial. Sempre com uma serenidade no olhar e um sorriso que se espalha no rosto. No contacto que tive com ela, pude ver como é estimada por todos.
Lembro-lhe que é Comendadora, pois o Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, em 1997, atribuiu-lhe esse estatuto. Ri-se e diz-me: “Ah, pois, sou comendadora! Mas o que realmente me importa são as crianças que é preciso vestir, calçar e educar. E não é fácil nestes tempos de crise em todos os aspectos...
Concordo com ela e pergunto-lhe o que mais gostava que as pessoas lhe oferecessem. “Leite, azeite, cereais... Roupa, massas, arroz, não precisamos; chegam-nos através de várias organizações” – diz-me.
Deixo aqui os contactos com esta grande Obra: COMUNIDADE JUVENIL DE S. FRANCISCO DE ASSIS:
Rua Vale Seixo, Eiras 3020-085 COIMBRA
Tel: 239 496 731; fax: 239 496 254; Site: www.comunidadejuvenil.org.pt
Mail: comunidade@comunidadejuvenil.org.pt

domingo, 10 de outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Casa de Saúde Rainha Santa Isabel


Alguns dos nossos leitores já conhecem esta Casa de Saúde, situada em Condeixa-a-Nova. Mas vale a pena dá-la a conhecer a toda a gente. Ela faz parte de uma rede de apoio aos que sofrem de doenças psíquicas, criada pelo Instituto das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus. São 12 os estabelecimentos de saúde, na área da Saúde Mental e Psiquiatria, criados e geridos por estas Irmãs, situados no Continente e Regiões Autónomas da Madeira e Açores.
Os Irmãos de São João de Deus e as Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus são duas congregações religiosas que se dedicam, em Portugal, aos doentes mentais, tentando a sua integração na sociedade ou, nessa impossibilidade, proporcionando-lhes uma vivência o mais humanizada e válida possível.
As Irmãs são ao mesmo tempo as religiosas Hospitaleiras, as enfermeiras, as “empresárias”, as formadoras, as conselheiras, etc., sempre mitigando a dor alheia, tornando leve e alegre, o que é por demais pesado e triste, sempre marcando presença a servir o próximo, nas horas boas e nas horas más. Têm uma enorme capacidade para enfrentar as adversidades e o sofrimento, só explicável pela Fé inquebrantável que as forma e as move. A Casa é ao mesmo tempo o lar, a escola, o hospital, onde se procura o acolhimento e o alívio para os padecimentos da mente e para a dor física.
No seu estilo próprio de cuidar têm como objectivo prioritário uma assistência de qualidade que promova a saúde integral da pessoa, englobando todas as suas dimensões: física, psíquica, social, espiritual e religiosa. Procuram articular ciência e humanidade, num profundo respeito pelos direitos fundamentais da pessoa sem qualquer tipo de discriminação e na promoção da sua dignidade incondicional.
A Casa de Saúde de Condeixa está constituída actualmente por 8 unidades de internamento com um total de 380 camas, quase todas ocupadas neste momento. Tem vindo a desenvolver a sua missão no âmbito da Saúde Mental e Psiquiatria, concretamente tem serviços de internamento e reabilitação nas áreas da Psiquiatria, Psicogeriatria e Deficiência Mental. È um mundo que requer muita dedicação e muita gente ao seu serviço, quase 250 pessoas. De destacar, um bom grupo de voluntários que visita e anima os doentes.
Quem já beneficiou dos cuidados destas Irmãs e outros colaboradores é que sabe dar o verdadeiro valor a esta Casa de Saúde, fundada em 1959.
Aqui deixamos o contacto: Casa de Saúde da Rainha Santa Isabel, R. Padre Bento Menni,
3150-146 CONDEIXA-A-NOVA, Telefone 239949070.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Casa do Gaiato


Uma das Instituições mais queridas de Coimbra é, sem dúvida, a Casa do Gaiato, fundada pelo saudoso padre Américo. O objectivo duma Instituição como esta é acolher os miúdos sem apoio familiar capaz e prepará-los para os lançar na vida. E felizmente quase sempre o consegue fazer com êxito. Há antigos gaiatos que são doutores, engenheiros, professores e até juizes. Muitos outros têm bons empregos, onde são considerados por colegas e patrões.
A primeira casa da obra do Pai Américo encontra-se em Miranda do Corvo, na localidade de Bujos, e foi fundada em 07 de Janeiro de 1940. E foi a partir desta primeira casa aberta com 3 rapazes, que posteriormente se disseminou pelo País, por Angola e Moçambique aquela que é uma das maiores obras de solidariedade social nacional. A Obra da Rua tem casas em Miranda do Corvo, Paço de Sousa – Porto, Santo Antão do Tojal, actualmente a cargo da Diocese de Lisboa, Beire – Paredes, Setúbal, Benguela e Malange – Angola e Maputo – Moçambique.
Ainda há pouco a casa de Miranda acolhia cerca de cem miúdos, alguns ainda bem pequenos. É uma casa aberta, não usa grades e portões fechados, onde cada um tem a sua tarefa a cumprir. Os mais velhos orientam os mais novos. Aqui não há a mãezinha que faz tudo, enquanto os meninos brincam ou andam na rua. São os rapazes que fazem as tarefas que lhe estão distribuídas. Tratam de fazer as camas e limpar a casa, de vestir e calçar os mais novos e de os orientar. E não se pense que se descuidam os deveres escolares. A aposta da Obra é que todos estudem e tirem cursos. É desde há muito conhecida e louvada esta pedagogia inventada pelo fundador: a "Obra de Rua" é uma obra de rapazes, para rapazes e por rapazes.
A finalidade de cada Casa do Gaiato é acolher, educar e integrar na sociedade crianças e jovens que, por qualquer motivo, se viram privados de meio familiar normal. No dizer do fundador, P. Américo Monteiro de Aguiar, " somos a família para os que não têm família".
São Instituições totalmente particulares vivendo dia a dia o risco evangélico da solidariedade humana. Aceita Voluntariado a tempo inteiro e também a tempo parcial. Neste caso pede-se que sejam pessoas totalmente disponíveis para as crianças e jovens, com sentido de maternidade e paternidade.
Contacto: Casa do Gaiato – Bujos 3220-034 Miranda do Corvo; Tel. 239532125; gaiatomiranda@sapo.pt.

sábado, 18 de setembro de 2010

Criaditas dos Pobres


Uma das instituições de ajuda aos carenciados mais conhecidas em Coimbra é a Cozinha Económica. Actualmente serve uma média de 500 refeições por dia a quem a ela recorre. A muitos dos utentes completamente de graça, dada a sua situação de pobreza. Esta Instituição está instalada num edifício antigo, no Terreiro do Mendonça, n.º 7, um largo na Baixa de Coimbra.
Foi fundada nesta cidade no ano de 1933 por pessoas ligadas à Igreja, e pouco tempo depois entregue aos cuidados das Criaditas dos Pobres que lhe têm dado o melhor do seu carinho.
Este Instituto tinha nascido em Coimbra já em 01 de Novembro de 1924, pela mão da Irmã Maria Carolina Sousa Gomes e dedicava-se a acudir à pobreza daquela época.
Mas não se pense que as preocupações das Criaditas dos Pobres se ficam por dar de comer a quem tem fome. Já não seria pouco, mas elas desenvolvem um trabalho muito mais amplo, acompanhando muitas famílias que vivem situações de pobreza. E para além da “Cozinha Económica”, são também responsáveis pelo Centro de Dia que funciona nas mesmas instalações e que tem actualmente 65 idosos, sobretudo da zona da Baixa onde há grandes bolsas de pobreza, com grandes problemas a nível habitacional.
Para além de Coimbra, têm uma Comunidade a trabalhar em Aveiro, outra em Portalegre, mais outra no Rabo do Peixe dos Açores. E em 2007 três Irmãs fundaram uma Comunidade na Chapadinha, no Nordeste brasileiro, para acudir a uma das zonas mais pobres do Brasil.
A Irmã Maria de Fátima disse-nos que são actualmente 30 Irmãzinhas. E em Coimbra têm duas moças em estudo de vocação.
“Os problemas mais prementes que sentimos – diz-nos a mesma Irmã – são os que se relacionam com as dificuldades por que passam as Famílias de poucos recursos, nestes tempos que, como todos sabemos, não são fáceis. Pela nossa parte, embora não percamos a Esperança e saibamos a Quem nos confiámos, sentimos a necessidade de "sangue novo", – de mais gente nova – para que esta Missão, que nos foi entregue, encontre mais corações prontos a amar Jesus nos mais pobres, ao jeito de criadita”.
“Tendo escutado o apelo de Deus, é preciso, antes de mais, que se disponha, com alegria e generosidade, a seguir Jesus, e a servir o Seu Reino com toda a simplicidade, anunciando-O aos Pobres. Depois, em qualquer uma das Comunidades, poderá encontrar alguma irmã que lhe dê as informações que necessite”.
Deixamos aqui os contactos: Criaditas dos Pobres – Rua da Ilha, 12 – 3000-214 Coimbra;
Telefones 239823932 e 239826040; email criaditascoimbra@sapo.pt.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Que espera da Igreja?


Conhecer o mundo onde se insere para melhor lhe poder responder é a intenção da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) ao encomendar à Universidade Católica uma sondagem de opinião aberta a todos os cidadãos, independentemente da religião que professem.
De acordo com o porta-voz da CEP, a sondagem "pretende saber os valores, aspirações, dificuldades e as expectativas da sociedade portuguesa". A Igreja quer "ser realista, sempre mais realista, ver o mundo onde se situa, a sociedade que a envolve, para às suas perguntas responder o melhor que sabe e pode" sustentou o padre Manuel Morujão.
Os bispos sabem que o mundo mudou nestes últimos anos e que o pensar das pessoas hoje já não é o de há cinco ou 10 anos, e é preciso estar atento a essas mudanças para lhes dar resposta.
Se é verdade que a igreja continua a ser uma instituição muito importante para grande parte dos portugueses - segundo uma recente sondagem da Intercampus para a TVI, só 6% da população a classifica de nada importante – há que estar atento, pois essa importância que lhe é reconhecida pode já ter poucas referências evangélicas.
Um exemplo apenas. O fim primeiro da igreja é a salvação do homem todo e de todos os homens. Se grande parte das pessoas esperar da igreja apenas que ajude os mais pobres a mitigar a sua penúria, ou os mais novos a não se deixarem envolver na marginalidade, está a truncar a sua verdadeira missão. A Igreja não é só para os pobres ou para os mais novos, ela deve atingir todas as classes e todas as faixas etárias. E deve levar as pessoas a uma salvação, que começa neste mundo mas que continua para além dele.
Saber, preto no branco, o que é que os portugueses esperam da Igreja é meio caminho andado para definir bons programas de pastoral. No fundo é dar cumprimento à palavra que ouvimos de Cristo: “O bom pastor conhece as suas ovelhas”.
Parabéns, pois, aos nossos Pastores Bispos por esta louvável iniciativa.

sábado, 11 de setembro de 2010

A Igreja tem muita gente a ajudar


Corria acesa a campanha eleitoral na Bélgica. Um deputado da extrema-esquerda dirigia a palavra a mi-lhares de operários, em Bruxelas. Depois de ter apregoado a liberdade, criticado o capital, defen-dido as nacionalizações, elogiado os trabalhadores, exaltado o povo, atacou duma maneira agreste e desenfreada a Igreja Católica.
Acabado o discurso, perguntou se alguém desejava tomar a palavra. Adiantou-se um operário que disse assim:
– Eu não estudei, e não sei responder ao que disse o orador. Conto apenas um caso:
Há meses adoeceram os meus dois filhos. Uma freira vinha com frequência visitá-los, trazendo-lhes sempre alguma ajuda. As crian-ças curaram-se. Como a doença era contagiosa, a minha mulher caiu de cama, logo a seguir, com o mesmo mal. A Irmã levou as duas crianças porque ninguém em casa podia tratar delas. To-mou também sobre si o cuidado da minha mulher, que finalmente começou a levantar-se. Então caí doente também eu, mas a Irmã vinha sempre visitar-nos, trazia remédios, ajudava a minha mu-lher na vida da casa e tratava-me com muito jeito e caridade. Por último a Irmã contraiu o mesmo mal e não a tornámos mais a ver. Soube hoje que morreu. Não te-nho mais a dizer (Mensageiro do Coração de Jesus, de Itália, 1951, pág. 390).
A impressão causada por es-tas palavras não se descreve. A palavra humilde e sincera daquele operário valeu mais que todos os argumentos.
Disse Jesus: «Conhecerão to-dos que sois meus discípulos se tiverdes caridade uns para com os outros» (Jo 13, 35). E o após-tolo São João: «Filhinhos, não amemos de palavra e com a lín-gua, mas por obra e de verdade (1 Jo 3, 1f3). Foi este o exemplo dado pela boa Irmã.