
A história destas crianças chocou o mundo e indignou particularmente Pam Cope, uma ex-cabeleireira do Neosho, uma pequena cidade americana no Missouri, Texas, que há pouco havia perdido um filho de 15 anos por morte súbita.
Pam Cope não se limitou a ler a notícia. Em menos de uma semana conseguiu angariar 3.600 dólares para financiar o resgate de 7 crianças do lago Volta. “Eu não conhecia a Pam de lado nenhum e aquela mulher depositou o dinheiro na minha conta bancária e disse-me para eu resgatar Mark e os dois irmãos e, se possível, mais 4 crianças ainda antes do Natal!”, relembra George emocionado, que ainda hoje colabora no resgate de crianças. E nas férias do Natal Pam Cope tomou um avião e foi até ao Gana.
Em 2007, também Alexandra Borges fez uma reportagem sobre os meninos-escravos e depois de voltar promoveu a campanha «Filhos do Coração» apoiada pela TVI, que permitiu angariar 100 mil euros para resgatar e pagar a educação, saúde e segurança durante 10 anos a dez crianças.
Alexandra Borges quis ir ao Gana uma segunda vez levar o dinheiro e assistir ao resgate dessas crianças. E conta: Os miúdos “adquiriram brilho no olhar, brincam, são crianças, vão à escola... Mas fico sempre com a sensação de missão não cumprida, porque ainda há tanto para fazer... E isso dói. Levei dinheiro, sei que vamos conseguir manter mais crianças livres, mas ainda falta muito. Não há missões cumpridas, apenas algumas pequenas batalhas ganhas”.
5 comentários:
Acho bom este exemplo de alguém que perde um filho e passa a dedicar-se a outras pessoas que precisam.
E nós por aqui, por esta Europa, queixando-nos por tudo e por nada.
Pobre humanidade que tanto se afasta do amor ao próximo, embora aqui leiamos que graças a Deus ainda há pessoas que se preocupam e agem.
Abraço amigo em Cristo
E o que é mais triste é que seja preciso angariar dinheiro para pagar uma coisa a que qualquer pessoa tem direito. Direito! Deve recebê-lo grátis, apenas pelo simples facto de estar no mundo!
O que é mais chocante é que o crime esteja confortavel e inamovivelmente instalado em tantos lugares, como se uma coisa legal e justa se tratasse.
O que é mais trágico é que, apesar da alegria das crianças que foram libertadas, «não há missões cumpridas, apenas algumas pequenas batalhas ganhas».
Felizmente que há quem se deixe incomodar!
Obrigado por esta partilha, aquece -me o coração ver que há gente assim! Espero também poder dar assim ao mundo.
São pessoas assim que nos fazem crer que o mundo ainda não está podre de todo.
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